Sexta Meia Noite

DEPOIS DE REVER: PÂNICO 1997

5/5 (4)

Quem poderia imaginar que mesmo depois partida do mestre Wes Craven, a franquia “Pânico” ganharia mais uma sequência!

Depois de rever “PÂNICO” de 1997 é possível perceber os motivos que fazem de dele um marco dos slasher movies. Um gênero que uma década antes havia sido reinventado em grande estilo pelo próprio Wes Craven trazendo para as telas o assassino dos pesadelos dos adolescentes da rua Elm, o emblemático Freddy Krueger em “A Hora do Pesadelo”.

Com Pânico (Scream) o diretor Wes Craven e o roteirista Kevin Williamson, que se inspirou na história real de Danny Rolling, um serial killer, que atacava estudantes universitário, inovaram ao realizarem um filme de terror que brincava com outros filmes, incluído obras do próprio Wes Craven.

O primeiro “Pânico” não é o que podemos chamar de filme metalinguístico, a verdadeira brincadeira com a meta linguagem ficou para suas duas sequências, Pânico 2 e 3. O que temos aqui na obra de 1997 é uma aula sobre o gênero através de uma série de exposições de regras presentes em todos os filmes slashers já realizados e que o público nunca havia pensando sobre isso. Não use drogas, não faça sexo, não vá investigar o barulho suspeito sozinho… E nunca diga: Eu volto logo.

Logo no prólogo quando o assassino mascarado, Ghostface, atormenta e persegue a queridinha de Hollywood, Drew Barrymore quebrando a expectativa de que ela seria a Final Girl do filme, mas na verdade não passava de uma Murder Babe. Numa mistura de esqueceram de mim com halloween, já entendemos ali que se trata de um assassino falho, humano e atrapalhado. Não um Jason ou Michael Myers. E é a humanização do vilão que torna pânico um “scary movie” divertido e apreensível ao mesmo tempo.

Em seguida o público é a presenteado a Sidney Prescott (vivida por Neve Campbell) que sem dúvidas hoje é uma das Final Girls mais marcantes dos filmes de terror, é possível que seja a maior sobrevivente de uma saga slasher.

E não podemos esquecer que a trama ainda conta com a jornalista sensacionalista, interpretada por Courteney Cox, aquela mesma de Friends, que tenta se promover com as desgraças ocorridas na pequena cidade de Woodsboro e o policial inexperiente que sempre chega atrasado nas cenas de crime e não sabemos se ele é um suspeito ou se será o mocinho, David Arquette.

É um filme que deixa de ser clichê justamente por fazer do clichê o seu ponto forte e usar isso na cara dura para prender a atenção do espectador. Reconstruindo ao descontruir um dos gêneros mais amado e ao mesmo tempo menos original do cinema.

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