Sexta Meia Noite

Crítica – Resident Evil 6 – O Capítulo Final

1.75/5 (2)

E chegamos ao fim!

Resident Evil 6 – O Capítulo Final, dirigido por Paul W. S. Anderson e levemente baseado no jogo de vídeo game do mesmo nome,  é um filme de ação interessante, porém, com certas falhas.

No capítulo final da história de Alice, a protagonista precisa retornar onde tudo começou: a colmeia em Raccoon City e tentar salvar, de uma vez por todas, o remanescente da humanidade. Para essa última, e sempre a mesma missão, Alice conta com uma velha amiga: Claire e também com uma inusitada “companheira” – A Rainha Vermelha.

Em muitos sites de cinema temos no prologo que essa é a continuação direta de Resident Evil 5 – Retribuição. Não é bem isso que acontece. Alice aparece em um lugar descampado, num dia ensolarado e não está com os amigos que estava no final da continuação anterior. Bem… em todos os filmes o prelúdio é Alice narrando como ela chegou até aquele ponto da história. Já nesse, temos o porquê da infecção e o início da história da nossa heroína. O que nos dá muita esperança de como será o andamento da produção.

Tratando-se de roteiro, e por ser o último filme, há muitas falhas e pontas soltas. Pouca explicação e finalização. Visto que o roteiro e direção são de Paul W. S. Anderson, poderíamos esperar uma finalização mais significativa. Claro que a explicação dada para o porquê de tudo é justa, o que não se sabe, é se ela é comprada pelo telespectador.

Resident Evil: The Final Chapter

 

Ao falarmos de apocalipse, muitos imaginam a bíblia como pano de fundo. E é isso que levemente acontece aqui. Há uma ligação com: a escritura divina, a loucura e a ganância do homem. Esse paralelo é interessante para tornar o fundamento do ataque zumbi algo possível, já que se trata de crença, interpretação e prática.

Com certeza esse é um bom filme de ação com alguns sustos, que se baseiam apenas em jump scares (técnica com intuito de assustar o público utilizando a mudança rápida de imagem e som alto) um exército de zumbis, personagens ressuscitados da franquia, momentos propícios, ausência de trilha sonora, iluminação própria para a cena… tudo para enriquecer o sobressalto no telespectador.

A fotografia também é justa: ensolarada e limpa enquanto dia, bem sombria enquanto noite e clara e dramática em Raccoon City e na colmeia. Afinal era de se esperar em um filme com a temática apocalipse zumbi.

A trilha sonora deixa há desejar quando se trata de um filme de ação como esse. Se nas continuações: 2 e 4 temos uma trilha crescente, neste último filme a trilha é mais robótica. O responsável por isso é Paul Haslinger, que no mundo cinematográfico, compôs para filmes de gênero drama românticos. É possível que esse seja seu primeiro trabalho de grande escalão. Infelizmente o som é ensurdecedor, causando mal estar desnecessário. Claro que se o filme baseia-se em um jogo de vídeo-game, a utilização da técnica é compreensível, porém não é aceitável, uma vez que estamos falando de filme e não de jogo.

Os cenários são dignos de apocalipse zumbi (como nas outras continuações), e ainda temos a velha e boa Raccoon City ainda mais destruída e uma colmeia “mofada”. Com bons e justos flashbacks da protagonista, (Resident Evil 1 e 2), percebemos exatamente onde estamos em algumas cenas.

Resident Evil: The Final Chapter

O 3D é totalmente dispensável. Se na tua cidade for possível optar pelo 2D, faça isso e pague mais barato. Você não perderá efeitos! Uma pena, já que a Sony é conhecida por utilizar bem o recurso tridimensional.

Quando o assunto são as atuações, temos o mais do mesmo. Nada de espetacular ou memorável, o que não era de se esperar.

Alguns personagens terminaram a franquia sem aparecer, é o caso de: Ada (a japonesa do Resident Evil 5 – Retribuição), Chris (irmão de Claire), Jill, Becky, entre outros. Uma vez que temos a continuação direta do último filme, deveríamos ver tais personagens em ação.

Em suma, Resident Evil 6 – The Final Chapter, é um bom filme de ação, com muitas falhas e pontas soltas no roteiro, com momentos cômicos (que acredito, não foram intencionais), que serve como entretenimento.

No meu caso, o final do terceiro ato poderia ser completamente o contrário do que foi. O roteiro ficaria justo e finalizado. Creio que para os produtores, é sempre bom deixar a esperança no ar.

A pergunta que fica é: será que realmente é o último filme da franquia ou temos um fim promissor para uma continuação? Só vendo e tirando sua própria conclusão.

Boa sessão!

Resident Evil: The Final Chapter

Informações Técnicas

  • Resident Evil 6 – The Final Chapter
  • Diretor: Paul W. S. Anderson
  • Roteiro: Paul W. S. Anderson
  • Gênero: Ação/Horror/Ficção Científica
  • Ano: 2016
  • País: Reino Unido, Alemanha, Canadá
  • Duração: 1h46m
  • Elenco:  Milla Jovovich, Iain Glen, Ali Larter, Ruby Rose, Shawn Roberts

Trailer

 

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Dayana Sartorio

  • Paula Silveira

    Bom, pra mim RE só tem roteiro aceitável até a Extinção. Mas eu me surpreendi com o 6. Bem melhor que o 4 e o 5. Conseguiu dar um resgatada no cenário pós-apocalíptico. Só me incomodou mesmo a falha monstruosa da origem do T-Virus que já havia sido explicada em Apocalipse. Acabou sendo contraditório. Mas penso que talvez não esperavam que chegassem até um sexto filme. Afinal, não esperavam ter um segundo quando lançaram o primeiro ! ! rs’ Mas no mais, gostei bastante. E por mais que seja fã da Milla nesse papel, espero que não tenha mais. Já deu o que tinha que dar. Hehe’ 🙂

    • Olá, Paula!
      Sobre o roteiro e T-Vírus acho que eles pensaram: “Ahhh ninguém está preocupado com roteiro! Vamos tacar essa explicação mesmo e vai vender!” – Triste!
      Também espero que não tenha mais…mas não sei viu?! O povo e a Sony quer mesmo é grana!

      Obrigada pelo teu comentário!
      Até!

  • Gean

    Não sou daqueles que acham que ( apesar de ser muito fã dos 3 primeiros games ) o filme Resident Evil deveria ser muito fiel aos jogos. Bastava ser um bom filme, afinal são mídias diferentes. Mas esse Resident 6 é de doer. Não existe roteiro nenhum, os diálogos são inacreditáveis de ruins. É incrível como os outros filmes da franquia são quase que completamente ignorados. O Paul W.S. Anderson, que até hoje fez 20 minutos de um filme bom com “o Enigma do Horizonte”, até que tenta emular um premissa dos games: A tal Alice sai de um ponto A para “conseguir” algo no ponto B, mas o que acontece no caminho entre isso é ruim demais, só um exercício de estética em cenas de ação que tem um 3D bem desnecessário. Pra mim nada funciona nesse filme,
    Abraços!

    • Pois é, amigo! Difícil!

      Olha que ainda fui simpática porque é preciso reconhecer que é um filme de ação. Violento como se esperava e tudo mais, a questão é que essa ação é nível “xXx: Reativado”. Creio que quem já assistiu “Resident Evil 6”, esperava um roteiro, certo?
      Em alguns momentos percebi que subestimaram a inteligência e gosto do telespectador. Mas, era de se esperar.
      Infelizmente, podemos comparar com “Jogos Mortais”. Não é mais levado a sério a um tempo e se tivermos mais um, também não será levado.

      Abraços!

  • Mário Jorge

    Que seja o último, não se aguenta mais essa franquia no cinema.
    Mesmo não sendo de todo ruim.

    • Tenho minhas dúvidas quanto a ser o último, Mário.
      Prepare-se para tudo!

      Abraços!

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