Sexta Meia Noite

Crítica – Enjaulada

2.86/5 (7)

“Enjaulada” (PET) dirigido pelo duvidoso Carles Torrens (Apartamento 143) e escrito pelo não menos duvidoso, Jeremy Slater responsável por coisas como Renascida do Inferno e Quarteto Fantástico. É um bom suspense psicológico ao estilo gato e rato!

Tudo começa quando Seth (Dominic Monaghan) que trabalha em um canil reencontra uma ex-colega de escola, Holly (Ksenia Solo) e a partir daí a rotina monótona de Seth é quebrada, pois ele passa a ficar obcecado pela moça chegando ao ponto de trancá-la em uma jaula.

Enjaulada não chega a ser um filme primoroso, longe disso, nem mesmo a direção de Torrens se propõem a ser algo inovador para o gênero, na verdade é bem modesta, assim como os diálogos do roteiro de Slater que, verdade seja dita, havia feito um bom trabalho na série “The Exorcist”.

Mas o que chama atenção mesmo no filme é o desfecho e como isso é desenvolvido justamente de uma maneira simples e modesta.

Logo após enjaular Holly em uma espécie de depósito abandonado do seu local de trabalho, Seth entra num jogo psicológico com a sua musa e é aí que as coisas começam a ficar interessantes para nós.

 

ZONA DE SPOILER!!!

Depois de conseguir ficar de posse do diário de Holly e de segui-la por várias noites, Seth descobre que sua beldade na verdade é uma psicopata que descobriu o prazer de matar depois de assassinar sua melhor amiga, Claire (Jennette McCurdy) com quem Holly ainda bate grandes papos em seus momentos de alucinações.

Em alguns momentos o filme tenta nós levar a refletir sobre a condição dos personagens, se estaria mesmo Holly enjaulada, uma vez que ela consegue viver sem nenhum problema a sua psicopatia ou se o prisioneiro na verdade não seria Seth, preso a uma vida monótona e solitária. Porém, é preciso estar bem atento a essas nuances, uma vez que os diálogos fracos e superficiais não ajudam o espectador a mergulhar em reflexões psicológicas e o que poderia ser espetacular, acaba tornando-se apenas… bom.

 

Por fim, temos um filme que é feito ao modo feijão com arroz, aquela fórmula que não tem como errar. Contudo, há um toque suave de tempero um pouco mais gourmet fazendo com que o público consiga assistir do início ao fim ansioso pelo desfecho. E quando o ápice acontece e os créditos estão subindo ficamos apenas com uma coisa em mente: será que existem pessoas que deveriam de fato, permanecer enjauladas?

 

Informações Técnicas

  • Pet
  • Diretor: Carles Torrens
  • Roteiro: Jeremy Slater
  • Gênero: Thriller/Terror
  • Ano: 2016
  • País: EUA, Espanha
  • Duração: 1h34m
  • Elenco: Dominic Monaghan, Ksenia Solo, Jennette McCurdy, Nathan Parsons, Da’Vone McDonald

Trailer

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Marlon Master

  • onlineonline

    ESSE filme Enjaulada Pet 2016/2017 e bom mais precisa de mais e mais géneros suspence terror,misterio, é outros generos para filmes que é de suspence. as atrizes poderia ficar mais nuas e sexy no filme Enjaulada Pet, a atriz Ksenia Solo Personagem: Holly que estava presa estava muito fraca no filme precisaria aparecer ela atuando e mostrando mais ela na casa dela sendo mais sexy no filme, á Jennette McCurdy Personagem: Claire poderia esta como principal do filme para lutar contra eles Seth and Holly assassinos entao ou ter uma continuação desse filme Enjaulada Pet 2016/2017 “Enjaulada” (PET)

  • Bem…vi esse filme por conta dessa postagem.

    Olha…tinha potencial, mas falhou desgraçadamente!
    Como dito nessa crítica, os diálogos são fracos, o roteiro é cheio de falhas.
    Ressalva para a atuação de Ksenia Solo, que faz valer a frase “Não é só mais um rostinho bonito!”. Ela é convincente e macabra.
    A psicopatia dela é tão profunda que realmente ficamos em dúvida se ela está sofrendo mesmo.

    No fundo, é um filme que fala de transtornos, de desamor, de “amor”, de carência, de sofrimento, de abandono, de solidão. Não, não estou tentando deixar o filme melhor, mas há algo profundo, porém, pouco trabalhado.
    2 luas e meia para esse filme.

    Parabéns Marlon, pela descrição e opinião.
    Que você possa nos presentear com mais visões a respeito de filmes poucos conhecidos.

    Abraços, meu amigo!

  • Ariel

    Eu gostei do filme como um bom entretenimento apenas, não sei se precisava ter muitos diálogos filosóficos que fizesse ser um filme mais cabeça.
    O que valeu mesmo foi a virada que dá na história, eu por exemplo não esperava que teria aquele desfecho.

    Mas enfim, vale a pena assistir e pra mim é do mesmo nível ou até melhor que outros filmes cultuados em 2016 como Lights Out, Sono da Morte.

    • Excelente comentário! É bem como Lights Out mesmo é apenas… Bom.

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